Sou GLE e Partilho! – Secretaria-Geral do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

A ADENE, enquanto dinamizadora do Programa ECO.AP, e em articulação com a Direção-geral de Energia e Geologia, disponibiliza informação sobre projetos de eficiência energética implementados nas instalações das entidades públicas (consulte aqui o portfólio de casos de sucesso de eficiência energética na Administração Pública).

Com a rubrica “Sou GLE e Partilho!” pretende-se reforçar a partilha de experiências na comunidade de Gestores Locais de Energia (GLE) e a importância do papel que desempenham nas respetivas entidades. Nesta rubrica de divulgação de casos de sucesso, o Gestor Local de Energia é desafiado a dar o seu testemunho, respondendo a quatro questões sobre a sua experiência.

O entrevistado desta edição é Mário Santos, GLE da Secretaria-Geral do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (SGMTSSS), que esteve envolvido na implementação de projetos ao nível dos sistemas de iluminação e energia reativa (bateria de condensadores) no edifício sede desse ministério, na Avenida Elias Garcia, e que, na sua globalidade, permitiu uma redução de custos da ordem de 5 mil €/ano, associada a uma poupança energética de 28,5 MWh/ano e 7.120 kVArh/ano, e consequente redução de 10 toneladas/ano nas emissões de CO2.

Leia a entrevista a Mário Santos abaixo.

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Alteração dos Sistemas de Iluminação por tecnologia LED
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Instalação de Bateria de Condensadores

ADENE: Qual a principal mais valia da implementação do projeto de eficiência energética no seu edifício/entidade?

Mário Santos (MS): A principal mais valia é de ter o mesmo serviço com mais conforto de iluminação e uma redução nas emissões de carbono poupando o ambiente e reduzindo os custos.

ADENE: Se voltasse atrás, voltaria a defender a implementação do projeto?

MS: Voltaria a defender o projeto pelas poupanças geradas e pela proteção do ambiente.

ADENE: Da experiência de implementação do projeto, mudaria algum aspeto? Qual?

MS: Alterações na equipa responsável pelo projeto ao longo da sua execução dificultam o processo. O técnico que iniciou o projeto deveria ter terminado a sua implementação, o que, com a mobilidade na função pública, nem sempre é possível.

ADENE: Qual o maior desafio com que se debateu na implementação do projeto e como o ultrapassou?

MS: Desde a submissão das candidaturas até à sua aprovação e implementação efetivas decorre muito tempo – por vezes, cerca de 2 a 3 anos. O facto de ter ficado com a responsabilidade de implementação do projeto sem ter acompanhado o seu início, não tendo recebido toda a informação de base, foi um grande desafio. Ultrapassámos com a ajuda da ADENE, embora também aqui, mudanças na equipa tenham dificultado o processo.

 A garantia de financiamento próprio para cobrir a componente não financiada por entidades externas dos projetos é também uma dificuldade com que temos de lidar.

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