Seminário "Gestão Sustentável de Energia em Infraestruturas de Transportes"

O seminário “Gestão Sustentável de Energia em Infraestruturas de Transportes”, promovido pela ADENE em colaboração com a Infraestruturas de Portugal (IP) decorreu a 24 de junho, foi a ocasião para a apresentação dos resultados do projeto SUDOE STOP CO2, promovido no âmbito do programa Interreg Sudoe e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

No decorrer do evento que teve lugar na sede da IP, em Almada, Maria João Coelho, Vice-Presidente da ADENE, entregou ao Presidente da IP, António Laranjo, o Prémio de Participação da empresa no SUDOE STOP CO2, projeto candidato ao Prémio REGIOSTARS 2019.

Com o objetivo de desenvolver uma rede de estações sustentáveis no sudoeste europeu, o SUDOE STOP CO2 concebeu uma ferramenta de autoavaliação on-line na qual cada gestor pode introduzir os dados energéticos da sua estação. A ferramenta classifica a eficiência das estações num intervalo de 1 a 5 “árvores”, a simbologia adotada, que traduzem o seu contributo para uma economia de baixo carbono. Emanuel Delgado, engenheiro especialista da ADENE, demonstrou durante o seminário que este processo é muito simples e deu nota de que o que está em causa no caso das Estações Ferroviárias e Rodoviárias não é apenas o “edifício” mas os seus interfaces e a sua relação com outros modos de transporte, ciclovias, parques para bicicletas, carregamentos elétricos, entre outros.

A Estação de Entrecampos, em Lisboa, também foi premiada por ter sido a primeira do país a obter o selo SUDOE STOP CO2. Helena Neves, Diretora-Geral da IP Património, recebeu o prémio. Quanto aos diplomas e selos, foram atribuídos às Estações de Benfica, Rossio, Sintra e S. Bento, que obtiveram a classificação de “3 estrelas em 5”, o que indicia a existência de potenciais de melhoria. Em processo de avaliação encontram-se atualmente as Estações de Aveiro, Guimarães, Espinho e Oriente.

Para apresentar as medidas de eficiência energética que a IP tem vindo a implementar, indo ao encontro dos objetivos do Programa de Eficiência Energética na Administração Pública (ECO.AP), esteve presente Pedro Ferreira, da Direção da Rede Ferroviária da IP, em representação do Grupo de Trabalho da Eficiência Energética.

O contributo da eletrificação das linhas de caminho de ferro para a gestão sustentável de energia ficou a cargo de Marco Santos, da Direção de Engenharia e Ambiente, traçando a evolução desta temática, que ganha agora um novo fôlego com o Ferrovia 2020.

Mereceram ainda destaque os projetos de eficiência energética em infraestruturas de transportes no município de Lisboa, apresentados por Nuno Limas, da Lisboa E-Nova – Agência de Energia e Ambiente de Lisboa. 

Na plateia estiveram representados vários stakeholders externos, nomeadamente a Ordem dos Engenheiros, representada pelo Presidente do Colégio Nacional de Engenharia Eletrotécnica e pelo Coordenador Adjunto da Especialização em Energia, e o ISQ, na pessoa do seu Presidente, para além de operadores de transporte, como o Metropolitano de Lisboa e a Transtejo, e empresas fornecedoras de tecnologia.

O SUDOE STOP CO2, destina-se a Portugal, Espanha e França e tem como objetivo melhorar as políticas de eficiência nos edifícios públicos e na habitação, contribuindo quer para a resolução das insuficiências de construção destes edifícios, com vista à redução da sua fatura energética e impacto ambiental, quer para o desenvolvimento de redes quer para a partilha de experiências. O projeto assenta no princípio de que as estações e interfaces de transporte devem ser geridos de forma exemplar, não somente pelo serviço público que prestam, mas também pelo facto de constituírem pontos de passagem diária de milhares de cidadãos.

Para além da ferramenta de avaliação, o SUDOE STOP CO2 tem como elemento inovador a aplicação do BIM (Building Information Modelling) para a gestão energética das estações e a TEIA, desenvolvida pela TIPEE, com a integração de documentação afeta aos diferentes sistemas e sensores para deteção de falhas em equipamentos.

Pretende-se com estas ferramentas apoiar os gestores das estações e interfaces de transporte na adoção das melhores práticas de gestão de energia, aumentando a eficiência e reduzindo as emissões de CO2, bem como os custos de exploração

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